segunda-feira, 27 de julho de 2015

Mulheres negras mostram empoderamento na 1° Marcha do Orgulho Crespo


Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, mulheres negras, homens negros e crianças participaram da a 1º Marcha dos Cabelos Crespos neste domingo (26) no vão do Museu de Arte de São Paulo, na capital paulista.

O evento foi marcado pelo Facebook com objetivo de mostrar a importância da cultura negra e valorização dos cabelos crespos e afro. A data do 25 de julho foi instituída em 1992 para reconhecer a luta das mulheres negras no continente.

No vão do Masp, os manifestantes fizeram uma roda de conversa onde relataram suas experiências, rejeição e preconceito por parte da sociedade por usar cabelo crespo, black, encaracolado ou trança.

“Essa marcha é um avanço na história do país que é um país constituído pela escravidão. Hoje, nós [negros] podemos estar aqui cultuando e celebrando. Isso significa o tamanho das nossas forças”, afirma Gabriela Vallim, uma das organizadoras do Festival Contra a Redução da Maioridade Penal, que foi suspenso pelo Ministério Público paulista.

A professora universitária, Maria Do Carmo, cantou que passa por um tratamento rigoroso porque por vários anos usou química para alisar o cabelo. “Assumir o seu cabelo do jeito que ele é, é uma questão de identidade, saúde e empoderamento, ressalta.

“A realização da marcha também serve em reposta a todo o preconceito manifestado, especialmente nas redes sociais – e aos olhares que nós já recebemos”, explica Nanda Cury, uma das organizadoras do evento.

Por volta das 15h, a marcha seguiu aos gritos de “negra sim, mulata não” até a Casa Amarela, na Consolação. Lá foram realizadas várias oficinas, “desfile de crespas e crespos”, exposições e discotecagem hipo hop e outras atividades artísticas.

No Rio de Janeiro, a Pré-Marcha de Mulheres Negras 2015 Contra o Racismo e a Violência reuniu neste domingo (26) centenas de manifestantes na praia de Copacabana, na zona sul. O ato também celebrou o dia 25 de julho. O evento foi uma prévia da marcha nacional de mulheres negras, que ocorrerá em Brasília no dia 28 de novembro.


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