segunda-feira, 27 de abril de 2015


Um plano para as mulheres de MT




No próximo dia 30, quando comemoramos o Dia Nacional da Mulher, o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso estará apresentando ao Estado e à sociedade, o Projeto de Plano Estadual de Políticas para Mulheres. Acontecerá no III Seminário Estadual, que realizar-se-á na Assembleia Legislativa, Auditório Licínio Monteiro, das 08:00 às 17:00 horas.

No ano de 2014, quando concretizamos o II Seminário, ficamos responsáveis pela elaboração do referido plano. Através de um trabalho árduo, durante um ano, o conselho convidou a sociedade para a elaboração, tendo o esboço ficado pronto a contento.

Dividimos os trabalhos em seis eixos, começando pelo diagnóstico de quem são as mulheres que vivem em Mato Grosso. Em 2010, representávamos 49,43% da população, e, nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Barra do Garças e Araputanga superamos a população masculina. Somos 1.485.586 de mulheres em Mato Grosso, e dessas 1.239.034 vivem na zona urbana, sendo 246.562 na zona rural. Os dados mostram a vontade da mulher em busca de escolarização e oportunidade de trabalho junto às cidades.




"Em 2010, representávamos 49,43% da população, e, nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Barra do Garças e Araputanga superamos a população masculina"

A maioria das mulheres mato-grossenses se declaram da cor parda (52%), de cor preta (7%), da cor branca (38%), amarela (1,2%) e índia (1,4%). A faixa etária predominante é de 20 a 24 anos, seguida de 15 a 19. Esses dados nos remetem à preocupação com a educação, porquanto, a juventude da mulher é visível.

Quanto à mulher eleitora, somos um total de 49,936% do eleitorado, ou 1.093.447 aptas ao exercício do direito de voto. Entre os 16 aos 44 anos, o número de eleitoras é superior ao masculino.

Segundo a Secretaria de Estado e Administração, somos maioria no serviço público (54%). Entretanto, a Secretaria de Planejamento do Estado nos mostra que o rendimento médio dos homens é de R$ 1.646,12, enquanto o das mulheres é de R$ 1.078,39. A participação feminina como população economicamente ativa subiu para 40,2%, mas, ainda, estamos abaixo da média no Brasil, que é de 43,3%. Os números nos revelam um ganho menor para o desempenho das mesmas funções.

Todos os dados mencionados se encontram contemplados no projeto do plano. Contamos, ainda, com os demais eixos: educação, saúde, trabalho, violência, e gestão e monitoramento.

Há necessidade de compromissos para diminuir as discriminações, que ainda persistem. Para estarmos presentes nos setores públicos e privados com dignidade, a demonstração dos números é essencial. O Governo do Estado, através da Sejudh, Setas e Nave, sinalizou positivamente à aprovação, o que nos deixa esperançosas por novos tempos.

ROSANA LEITE ANTUNES DE BARROS é defensora pública e presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso.




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