segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

CUT/MT e Sintep/MT participam da 23ª Edição da Campanha pelo fim da violência contra mulheres

Na praça, as mulheres pedem o fim da violência contra as mulheres

O advogado Thadeu Cesário da Rosa  fez questão de colocar o laço branco

 Nesta sexta-feira (29.11), vários homens que passaram pela Praça Alencastro assinaram o compromisso com a luta pelo fim da violência contra as mulheres e fizeram questão de colocar no peito o laço branco simbolizando esse compromisso, A atividade, organizada pelo Fórum de Articulação de Mulheres de Mato Grosso (FAMMT), faz parte da 23ª Edição da Campanha pelo fim da violência contra mulheres. 


Durante o dia todo, a Praça Alencastro foi tomada pelos produtos da Feira de Artesanato da Economia Solidária e por tendas com os materiais de divulgação sobre prevenção das DST/HIV/Aids, combate à homofobia e ao racismo e orientação sobre os direitos das mulheres. A feira contou com a beleza e a criatividade dos produtos de artesãs das Associações de Mulheres de Reserva do Cabaçal, Acorizal e Juina e de vários grupos produtivos do Centro de Comercialização de Economia Solidária de MT.
A vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso (CUT/MT), Jocilene Barboza dos Santos, destacou a importância de erradicar a violência contra as mulheres e todos os tipos de violências contra os seres humanos como a homofobia e a discriminação racial. “A realização da Campanha pelo fim da violência contra a mulher é extremamente necessária para alertar a sociedade para enfrentar esse problema social. São eventos como este que aos poucos vamos reafirmando os direitos das mulheres e de vários segmentos sociais como os homoafetivos. Essa é uma forma de contribuir para a superação da discriminação que se materializa, cruelmente, através dos crimes motivados pelo preconceito. É uma atividade educativa que visa construir o respeito a toda a diversidade", afirmou a vice-presidente da CUT/MT apresentando os materiais produzidos pelo SINTEP e lembrando o dia 1º de Dezembro dia Mundial de luta contra a Aids.
Jocilene Barboza dos Santos,   vice-presidente da CUT/MT 
Segundo Edson Penha Mendes, representando o Centro de Direitos Humanos Dom Máximo Biennès (CDHDMB) de Cáceres, a Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres também está sendo desenvolvida no município. Nos dias 03 e 04 de dezembro estão realizando, junto com o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, o 1º Seminário Direitos Humanos e as interfaces políticas públicas na garantia dos direitos das mulheres visando a implantação do Plano Municipal de enfretamento as violências contra as mulheres.
Marli Keller, representa o Sintep/MT no CEDM/MT
Já a secretária de organização sindical do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Marli Keller, que representa o sindicato no Conselho Estadual da Mulher, reconhece os avanços promovidos, em especial, com a criação da Secretaria Especial da Mulher, pelo Governo Federal e a implantação de várias políticas públicas voltadas para a mulher, mas ainda é preciso o acesso a essas politicas púbicas. “A mulher vítima de violência é expropriada de sua casa e da sua vida. É preciso ainda mais atenção às mulheres em risco", ressaltou Marli preocupada principalmente com as mulheres do campo, que estão em condições de vulnerabilidade, causada principalmente pelo isolamento, maior que as mulheres urbanas”, aponta a professora lembrando a necessidade de implantação de políticas públicas preventivas que visem desconstruir os mitos e estereótipos de gênero e que modifiquem os padrões sexistas que reproduzem as desigualdades de poder entre os homens e as mulheres.
Dona Euza Mª de Araújo da Associaçãob Jd Vitória e Edson Penha Mendes,  representando o CDHDMB/Cáceres
Para a Dona Euza Maria de Araújo Rodrigues, da Associação de Mulheres do Jardim Vitória, a Campanha é importante, pois vem fortalecendo as mulheres do mundo inteiro para denunciar a violência que tem sofrido. “Pude participar da Marcha Mundial das Mulheres e vi o quanto é importante esses movimentos para fortalecer a luta. A violência contra as mulheres é no mundo inteiro e em alguns pais é ainda maior que no Brasil. As denuncias estão aumentando cada vez mais e isso é porque a mulher está perdendo o medo”, avalia a Dana Euza relatando com tristeza a situação das mulheres de Moçambique.

Mais fotos no facebook Sintep de Luta 

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