quarta-feira, 4 de julho de 2012

Coletivo de mulheres do SINTEP repudia a composição do CNE

Entre nomeados ao CNE, nenhuma Mulher!

Nove homens tomaram posse ontem (3), como conselheiros no Conselho Nacional de Educação (CNE), de acordo com a Lei nº 9131/95, uma renovação de 50% do órgão.

A CUT, a CNTE e outras entidades assim como o SINTEP, através do Coletivo de Mulheres manifestaram a sua indignação pela ausência do sexo feminino na recomposição do CNE, especialmente por ser um órgão normativo e consultivo na formulação de políticas educacionais, onde 80% dos profissionais e 55% dos estudantes são mulheres.

“Um grande equívoco político, sem precedente na história do CNE” afirmou a coordenadora do Coletivo de Mulheres do SINTEP/MT, Marli keller. A nota de repúdio foi encaminhada ao Ministro da Educação Aluisio Mercadante.

Confira a NOTA DE REPÚDIO

O Brasil com o crescimento da ainda jovem Democracia, impulsionado pela implementação do projeto político de sociedade, que a partir de 2003, com o início do governo forjado nas camadas populares, promove a inversão de prioridade e contempla a parcela da população carente do acesso aos bens socialmente produzidos e historicamente esquecida, com políticas de inclusão social sem precedentes na História Brasileira.

A educação de um país é a base de toda transformação para o desenvolvimento responsável das cidadãs e cidadãos diante da necessidade da construção de um modelo social mais justo, solidário e igualitário. O Ministério da Educação é o órgão Máximo da gestão desse projeto educacional.

Mediante essa introdução, Nós componentes do Coletivo de Mulheres do Sindicato dos Trabalhadores/as do Ensino Público de Mato Grosso, vimos repudiar a atitude FALOCRATICA do Senhor Ministro Aloisio Mercadante ao nomear, para os doze cargos de renovação do Conselho Nacional da Educação, apenas homens. Esquecendo dessa forma de contemplar a igualdade de gênero já vigente em importantes instancias em nosso País.

O Ministro esqueceu ainda que no Brasil o quadro de profissionais da Educação é composto por 80% de TRABALHADORAS, EDUCADORAS DO GENERO FEMININO, MULHERES. E que 55% das estudantes, brasileiras também são mulheres. Faz vergonha, Senhor Ministro, esquecer de contemplar, pelo menos as cotas de gênero, em seus decretos. Pensamos também que os senhores conselheiros nomeados deveriam se sentir igualmente envergonhados com o caráter sectário, machista e excludente com que se deram as suas nomeações.

Portanto, nós Educadoras do Coletivo de mulheres do SINTEP/MT, nos colocamos frontalmente contra essa postura de retrocesso, antiquada e antidemocrática desempenhada pelo Gestor Máximo da Educação em nosso País, Senhor Ministro da Educação Aloizio Mercadante. 

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