segunda-feira, 18 de junho de 2012

CUT na Rio+20: trabalhadoras cutistas participam de ato contra o capitalismo verde nesta segunda (18)

Manifestação percorrerá ruas do centro em defesa da igualdade

Escrito por: CUT Nacional

Nesta segunda-feira (18), movimentos sociais de todo o mundo, inclusive a CUT, reúnem-se a partir das 8h no Museus de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, no Aterro do Flamengo para promover uma marcha que percorrerá as ruas do Rio de Janeiro. A manifestação faz parte da Cúpula dos Povos, que integra as discussões sobre o desenvolvimento sustentável na capital carioca e ocorre paralelamente à Rio+20.

Ao longo da caminhada, segundo Rosane Silva, secretária Nacional de Mulheres da CUT, “as mulheres irão reafirmar nosso posicionamento de crítica global ao que está sendo proposto, e fartamente divulgado pelos meios de comunicação de massa, como economia verde para solução da crise atual. Nessa mobilização, queremos expressar um forte posicionamento feminista contra o capitalismo verde.”
A CUT compartilha, como parte da Marcha Mundial de Mulheres, dos eixos comuns de lutas decididos Dakar, em 2011: contra as empresas transnacionais, pela justiça climática e soberania alimentar, contra a violência contra as mulheres e contra a guerra, o colonialismo, as ocupações e a militarização de nossos territórios.

As mulheres da CUT estarão presentes nessas atividades para dar visibilidade e se posicionar contra a mercantilização da natureza, em defesa dos bens comuns e pela liberdade, autonomia e soberania das mulheres sobre seus corpos e suas vidas e demandar participação e voz ativa em todos os processos de decisão sobre as políticas em geral.

Para as marchantes, o foco das discussões em torno da Rio+20 não está tocando nas questões estruturais da crise global, que é o capitalismo, com suas formas antigas e novas de exploração e dominação, que concentra a riqueza e produz desigualdades sociais. Para os movimentos sociais de todo o mundo, a natureza não pode ser considerada recurso a serviço do lucro de empresas, visto como inesgotáveis ou como mercadorias mais caras à medida que se esgotam, pela má utilização.

“Assim como nossas parceiras da Marcha lutamos para superar a divisão sexual do trabalho e, ao mesmo tempo, pelo reconhecimento de que o trabalho reprodutivo está na base da sustentabilidade da vida humana e das relações entre as pessoas na família e na sociedade. Acreditamos que é possível estabelecer (e em alguns casos reestabelecer) uma relação dinâmica e harmoniosa entre as pessoas e a natureza e que as mulheres com sua experiência histórica têm muito para dizer sobre esse tema”, complementa Rosane Silva.

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